A little bit of Mário Quintana

“Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu…
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.

Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor.”

Mário Quintana

Quero, um dia, dizer às pessoas que nada foi em vão…
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim e que eu sempre dei o melhor de mim…
e que valeu a pena.

Mário Quintana

Amor não é se envolver com a pessoa perfeita,
aquela dos nossos sonhos.
Não existem príncipes nem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.
O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.

Mário Quintana


Considerado o poeta das coisas simples e com um estilo marcado pela ironia, profundidade e perfeição técnica, trabalhou como jornalista quase que a sua vida toda. Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal, entre elas Em busca do tempo perdido de Marcel Proust, Mrs. Dalloway de Virginia Woolf, e Palavras e sangue, de Giovanni Papini.
A rua dos cataventos foi seu primeiro livro de poesia lançado, em 1940. Assim, iniciava-se sua carreira de autor infantil, poeta e escritor. Posteriormente, foram publicados muitos outros trabalhos como Antologia poética, Prosa & verso, O batalhão das letras ( infantil ), Esconderijos do tempo (poemas ) e A cor do invisível.
O poeta e escritor faleceu
no seu estado natal, no Rio Grande do Sul, dia 5 de maio de 1994, próximo de seus 87 anos, deixando obras inesquecíveis. Seria tão fácil se pudéssemos colocar todas essas palavras em nosso chip cerebral. Nos ajudariam nos momentos de impaciência, de estresse e principalmente de tristeza. As palavras nos acalmam. Como se sentisse satisfeita por ter ouvido o que gostaria de ouvir. Essa é a sensação que eu sinto ao ler textos de amor, de vida e reflexões.

O pior cão do mundo ?


O livro escrito por John Grogan, Marley e eu, conta a doce história de seu cachorro e como ele se tornou o pior cão do mundo ao lado de uma família em formação. Marley realmente era hiperativo, mas sua personalidade canina não se diferede tantos outros xodós da casa. Como explicar a lealdade desses bichinhos que, mesmo ensinando duramente qual é o lugar certo de fazer as necessidades, um minuto depois estão eles nos lambendo e fazendo festa ? " De todos os animais que conhecemos é o cachorro o que mais se uniu a nós. Sejam príncipes que lhe dão farta comida e leito de plumas, ou mendigos que dormem ao relento e só podem oferecer-lhe uma pequena parte das suas próprias migalhas, idêntica é a sua afeição e dedicação, e com igual amor lambe a mão ornada de jóias e os dedos trêmulos, consumidos de doenças e fome ", escreveu Théo Gygas, em "O cão em Nossa Casa". Pura verdade. Pode ser o pior cão ou não, sempre será o melhor amigo do homem.




Téo é o mais velho da casa no momento. Percebemos que ele já está gastando suas últimas energias. E por isso, mais amor e mais carinho são nvestidos nessa criaturinha que conquistou a família inteira. Eles deixam marcas e nos ensinam coisas sem nem falar. Lambendo minhas lágrimas e até mordendo de brincadeira, ele cresceu comigo. Pena que a contagem de sua idade é mais avançada. Podia ser pra sempre... Quem não queria ? Só nos resta devolver todo o sentimento que eles nos trazer.

Baseado em fatos reais


“Notícias de uma Guerra Particular” exibe de forma muito realista e profunda o combate ao tráfico de drogas pela Polícia do Rio de Janeiro. O média-metragem, bem produzido de João Moreira Salles e Kátia Lund, de 1999, explora um mundo raramente visto de dentro pelos meios de comunicação, expondo pontos de vista distintos a partir de depoimentos de personagens reais.

Sem maniqueísmo e mostrando a realidade por meio da câmera, o filme é dividido em três partes. A primeira apresentada é a Polícia, na qual o Capitão Rodrigo Pimentel, do batalhão de Operações Especiais (BOPE), comenta a “guerra particular” entre policiais e traficantes, levando ao título do documentário. O Chefe da Polícia Civil na época, Hélio Luz, esclarece suas opiniões, questionando a produção de armas e sendo incoerente ao dizer que o Rio é uma cidade calma. Outro depoimento do mesmo bloco é o de Paulo Lins, autor do filme Cidade de Deus. Ele explica o início do tráfico e faz uma interessante comparação com o período do Ato Institucional número cinco (AI-5), “quando cinco controlavam 60, ao contrário de hoje”. Dando voz aos traficantes, os diretores nos revelam a fundo como tudo funciona, motivo para entrada dos jovens no crime e seus posteriores envolvimentos. Os testemunhos são corajosamente coletados de bandidos, presos, ex-traficantes e dois menores, que participam do que eles chamam de “missões”, começando, assim, a se relacionarem com a marginalidade.

Um ponto primoroso do média-metragem são as comparações, tanto no que diz respeito à linguagem verbal quanto à visual. Há cenas em que é mostrado o arsenal de armas da Polícia, contrastando com a artilharia pesada dos criminosos, que é apresentada em detalhes por uma criança de 10 anos. Em outra parte, o traficante, depois de matar o chamado “inimigo”, relata que se sente normal. Já o Capitão Pimentel confirma: “dever cumprido”. O lado dos moradores, que estão no meio do fogo cruzado, também é mostrado. Eles comentam que os traficantes ajudam, defendem e, ao mesmo tempo, intimidam a comunidade.

O realismo transmitido se dá, primeiramente, pela fotografia do documentário, de Walter Carvalho, usando cenas reais de arquivos de TVs ou de outros documentários; pelos depoimentos fornecidos e pela eficaz abertura jornalística, que apresenta ao espectador dados reais e alarmantes do tráfico de drogas. Outro mérito do filme é o final. São projetados, na tela, nomes de policiais, meninos de rua, traficantes e até inocentes mortos na “guerra”. Com tantas vítimas, gradativamente, ela vai ficando preta, até não restar nenhum espaço em branco, ou subjetivamente, até não sobrar qualquer sobrevivente. Um ponto negativo é o campo auditivo. A trilha sonora é repetitiva e há dificuldade na captação do áudio, impedindo que se entenda algumas falas.

Por fim, “Notícias de uma Guerra Particular” nos ajuda a compreender o problema do tráfico mais amplamente, expondo a visão de todos os lados envolvidos. Infelizmente, é baseado em fatos reais.

Tribalistas - por Arnaldo Jabor

" Ser de todo mundo e não ser de ninguém...
Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços, sorri e dispar: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também". No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração "tribalista" se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, onde "toda ação tem uma reação". Agir como tribalista tem conseqüências, boas e ruins, como tudo na vida. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo, beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.

Embora já saibam namorar, "os tribalistas" não namoram. Ficar, também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é "namorix". A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho. Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada. Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, afinal, não estão namorando. Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança?
A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim como só deseja "a cereja do bolo tribal", enxerga somente o lado negativo das relações mais sólidas. Desconhece a delícia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir juntos abraçados, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.

Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter "alguém para amar". Já dizia o poeta que "amar se aprende amando" e se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas:relação é sinônimo de desilusão.O número avassalador de divórcios nos últimos tempos, só veio a confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram (pais e mães dos adeptos do tribalismo), vendem na maioria das vezes a idéia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras.

Talvez seja por isso que pronunciar a palavra "namoro" traga tanto medo e rejeição. No entanto, vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram. Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a "comer sal juntos até morrer". Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam. A questão não é causal, mas quem sabe correlacional. Podemos aprender amar se relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações.

Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos. E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins. Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também... É não ser livre para trocar e crescer... É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão.

-> Okay, essa história de "namorix" não colou e nem vai colar.
O importante é que eu acho bem mais prazeroso e bom para o coração você ter uma pessoa ao seu lado. Seja no lado da cama, ou mesmo do carro. Alguém que você beije e não quer esse beijo na boca de outras pessoas a não ser na sua.

O amor odeia clichês

Hoje, coletei muitos textos da minha escritora preferida : Martha Medeiros
Alguns ela posta no O GLOBO, outros no ZERO HORA ( de Porto Alegre, cidade da colunista ) e outros em seu blog e etc..
Admiro muitíssimo seu trabalho.

" O amor é onipresente!”
Agora, a segunda:
“… mas é imprevisível!”
Jamais espere ouvir “Eu te amo” num jantar à luz de velas no dia dos namorados.
Ou receber flores logo após a primeira transa.
O amor, odeia clichês.
Você vai ouvir “eu te amo” numa terça-feira, às quatro da tarde… depois de uma discussão, por você ter gostado do filme e ele não…e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovada no teste de baliza…
Idealizar é sofrer!
Amar é surpreender!
Amem sempre, pois (não é mera pieguice) tudo passa, no fim, só o amor, permanece! "
[ Trecho de "Amor" - Martha Medeiros]

Absolutamente verdade, para mim, essa idéia.
Claro ! Obvious !
O amor pode estar onde você menos espera !
" O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa "
Não que tenha acontecido comigo, mas acho lógico.
E idealizar, traz muita decepção. Deixe isso para seus sonhos.
Viva a realidade, vibre com qualquer surpresa que alguém te faça, ou até um sorriso e abraço que você receba. Pois a situação poderia ser de abandono e descaso,
Expectativas são boas, mas não as siga como regras para ti ou seu parceiro.
Experimente, viva, seja você mesmo e deixe o outro ser e fazer o que ele quiser.
Sem pensar no que poderia ter acontecido, feito ou pensado.
Para muitos é difícil, mas como quase tudo na vida, é questão de costume.